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Quinta Essentia

Lança CD no Centro Cultural São Paulo.

Formado em 2006, o Quinta Essentia é atualmente o quarteto de flautas doces mais atuante no Brasil, acumulando conquistas como o prêmio do Júri Popular no II Concurso Nacional Jovens Cameristas Petrobrás - 2007 em Londrina no Paraná e o prêmio Estímulo de Música 2007 da Secretaria de Estado da Cultura em São Paulo.
Explorando as possibilidades de um único instrumento, a flauta doce é a essência do trabalho deste grupo. Alfredo Zaine, Guilherme dos Anjos, Gustavo de Francisco e Renata Pereira, juntos, têm demonstrado o resultado da pesquisa de repertório e interpretação através de uma proposta consistente: divulgar a flauta doce, seu repertório e novas composições elaboradas especialmente para esta formação.

La Marca é o título do primeiro disco do Quinta Essentia, quarteto que se conheceu em festivais de música pelo Brasil e, em 2006, consolidaram a união pelo desejo comum de tornar a flauta doce um instrumento respeitado pelo público.
São quase três anos de trabalho, nos quais o quarteto já venceu prêmios como Concurso Nacional Jovens Cameristas Petrobras (Londrina) e Prêmio Estímulo de Música da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
O quarteto é jovem. Seus instrumentistas têm entre 22 e 30 anos. O grupo tem como desafio mostrar que a utilização da flauta doce vai muito além dos cursos de iniciação musical. “Um quarteto de flautas doces ainda é algo muito distante dos brasileiros, que não fazem idéia das possibilidades sonoras que ele pode alcançar, que não sabem que existem diversos tipos de flautas”, diz Renata Pereira, de 25 anos, a única mulher do grupo.

O Quinta Essentia, batizado assim em 2006 pelo fato do quinto elemento integrante ser justamente a flauta, mostrou no Centro Cultural de São Paulo o amplo repertório que pouco mais de 20 tipos diferentes do mesmo instrumento é capaz de oferecer. É inevitável o trocadilho com o nome escolhido para o título do primeiro disco: La Marca de um grupo jovem que tem tudo para se solidificar. “Pensamos em reunir no mesmo CD o que mais gostamos de tocar e o que oferece o máximo de possibilidades do instrumento. Por ser o nosso primeiro trabalho, queríamos que fosse um cartão de visitas e não se fechasse em apenas um período da música”, conta Renata.
O título do álbum, por exemplo, veio da composição do italiano Tarquinio Merula (1595-1665), de cuja obra o quarteto também interpreta La Merula. Músicas de William Byrd, Diomedes Cato, Henry Purcell, Joseph Bodin de Boismortier e um belo arranjo de Hélcio Müller para a clássica Um a Zero, de Pixinguinha e Benedito Lacerda, oferecendo uma amostragem de tudo que são capazes de recriar com qualidade.

Alfredo Zaine, Gustavo de Francisco, Guilherme dos Anjos e Renata não só se dedicam à prática da interpretação historicamente orientada, como estimulam a composição de novas obras voltadas para o instrumento, por meio do Projeto Identidade. “Pretendemos lançar um álbum só com novos autores”, adianta Renata. Para ficar de olho.

Mais sobre os integrantes

Alfredo Zaine - Iniciou seus estudos em 1994 na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, onde em 2000 formou-se técnico em flauta doce sob orientação das professoras Isamara Carvalho e Patrícia Michelini. Em 1997 foi premiado nas categorias solo e conjunto no “Concurso de Flauta doce” da Fundação Magda Tagliaferro em São Paulo. Desde 1999 participa de festivais de música antiga e de master classes sendo orientado por professores renomados como Ricardo Kanji, Christoph Ehrsam, David Castelo, Cesar Villavicencio, Fernando Souza, Karla Dias, Nicolau de Figueiredo e Homero Magalhães Filho. Em 2006 formou-se bacharel em Instrumento Antigo pela UNESP/SP, sob a orientação de Bernardo Toledo Piza. Em 2004 foi um dos dez instrumentistas selecionados do estado de São Paulo para o programa “Furnas Geração Musical” realizando concertos na cidade de São Paulo. Foi professor do departamento de cultura da cidade de Mauá/SP. Atualmente é professor convidado do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora/MG e assistente de produção do Festival Música Nova além de integrar vários grupos de música de câmara.

Guilherme dos Anjos - Iniciou seus estudos musicais em 1999 na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Em 2004 formou-se técnico em flauta doce sob orientação das professoras Marta Roca e Patrícia Michelini. Em 2005 estudou fagote além de atuar em diversos grupos de diferentes formações na mesma instituição. Formou-se bacharel em Instrumento Antigo no Instituto de Artes da UNESP sendo aluno de Bernardo Toledo Piza. Participou do conjunto dedicado ao repertório barroco “Il Combattimento” (2002) e do quarteto de flautas doces “Formação Merula” (2005 e 2006). Participou de vários festivais de música e master classes no país onde teve a oportunidade de aprimorar seus estudos com os professores David Castelo, Ricardo Kanji, Natália Chahin, Cristoph Ehrsam, Cesar Villavicencio, Karla Dias, Homero Magalhães Filho e Patrícia Michelini. Em 2004 foi um dos dez selecionados do estado de São Paulo no Programa “Furnas Geração Musical”. Foi professor do departamento de cultura da cidade de Mauá/SP. Atualmente é aluno do Núcleo de Música Antiga da ULM em São Paulo sob orientações de Ricardo Kanji.
Gustavo de Francisco - Formado em flauta doce e oboé pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul sob as orientações dos professores Cristal Velloso, Patrícia Michelini e José Edgard Rosas Neto, iniciou seus estudos de flauta doce em 1986 na Educarte também em São Caetano do Sul.

Em 1994 obteve o primeiro lugar no Concurso Magda Tagliaferro de Flauta Doce. Foi integrante das Orquestras Sinfônica Jovem de 1996 até 1998 e da Orquestra Filarmônica até 1999, ambas em São Caetano do Sul. Em 2000 iniciou os estudos de oboé barroco com o professor Fernando Souza. Participou de vários festivais de música no país aprimorando seus estudos com os professores Ricardo Kanji, Natália Chahin, Pierre Hamon, Gwenael Bihan, Hans Joachim Fuss, Christoph Ehrsam, César Villavicencio, Luís Otávio dos Santos e Homero Magalhães Filho, Humbert Lucarelli, Arcádio Minckzuck, Washington Barella, Luiz Carlos Justi. Desde 1999 participa de grupos de música de câmara se especializando em música barroca e período galante. Formado em Engenharia Eletrônica pela Escola de Engenharia Mauá, atualmente é integrante de diversos grupos de música de câmara como o grupo Raro Tempero, o grupo Audi Coelum e Oficina Barroca.

Renata Pereira - Formada em flauta doce pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná sob orientações de Plínio Silva e Hélcio Müller, iniciou seus estudos de flauta doce em 1994 na Escola de Música Villa Lobos em Joinville sob as orientações de Rose Praun e Vera Zucco. Participou de vários festivais de música no país aprimorando seus estudos com os professores Pierre Hamon, Ricardo Kanji, Gwenael Bihan, Hans Joachim Fuss, Luis Henrique Beduschi, Christoph Ehrsam, Vichetty Von Herrera, César Villavicencio, Natália Chahin, Luís Otávio dos Santos e Homero Magalhães Filho. Em sua carreira camerística participou de vários grupos como: “Compassolivre (1998/2005)”, “Das Tripas Coração” (2001), “Quadrante Sonoro” (2002 e 2003) e “Raro Tempero” (2007).

Em Julho de 2003 obteve a Graduação do Método Suzuki de flauta doce com a criadora do método, Katherine White, em San Mateo/E.U.A. Em 2004 foi finalista do Programa “Furnas Geração Musical” no qual em 2005, gravou uma Sonata para flauta doce e piano de Osvaldo Lacerda como participação no CD do programa. No mesmo ano foi proponente do projeto “Duo Barroco nas Escolas” aprovado no Edital Municipal de Cultura da cidade de Joinville. Atualmente é aluna do Núcleo de Música Antiga da ULM e mestranda do programa de Pós-Graduação do Departamento de Música da ECA - USP sob o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.

 

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