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Cultura Artística lança temporada 2009

Programação inclui Filarmônica de Israel, Zubin Mehta e Orchestre Des Champs-Elysées Grandes orquestras, conjuntos de câmara, regentes e uma jovem geração de solistas de reconhecida expressão na cena erudita internacional marcam presença na programação da Temporada 2009 da Sociedade de Cultura Artística. Dez atrações subirão ao palco da Sala São Paulo, num total de 20 concertos, entre os meses de abril e outubro. Ao som da Sinfonia Fantástica, do compositor francês Hector Berlioz, a Orchestre des Champs-Elysées abre a temporada, nos dias 27 e 28 de abril, sob a regência do belga Philippe Herreweghe, seu fundador e diretor artístico. Criada em 1991, a orquestra já esteve nas principais salas de concerto do mundo, como o Musikverein, de Viena, o Concertgebouw, de Amsterdã e o Lincoln Center, em Nova York, especializando-se na interpretação da música a partir de meados do século XVIII, até o início do século XX. O programa das apresentações em São Paulo traz ainda, do mesmo Berlioz, o monodrama lírico Lélio, ou O Retorno À Vida. Formação histórica da música do século XX, por sua intensa contribuição através da descoberta e apoio a compositores como Britten, Debussy, Milhald e Stravinski, a Orchestre de La Suisse Romande é a atração nos dias 04 e 05 de maio. Com 91 anos de existência, o grupo, sob direção artística do maestro polonês Marek Janowski, terá como solista o pianista francês Jean-Yves Thibaudet, que acumula prêmios como o Gramophone Award e o Diapason d´Or. Ainda em maio, dias 26 e 27, será a vez da Concerto Köln apresentar ao público sua performance virtuosística e marcada pelo estudo minucioso do repertório de época, que resgata inúmeros compositores e inclui parcerias com importantes nomes do canto lírico, como a mezzosoprano norte-americana Vivica Genaux, solista convidada para os concertos em São Paulo. Considerada uma das intérpretes mais destacadas do barroco e do bel canto, Vivica tem recebido da crítica inúmeras referências elogiosas ao seu domínio técnico e talento dramático. Vencedora do Grammy e indicada pela revista Time como a melhor musicista clássica jovem dos Estados Unidos em 2001, a violinista norte-americana Hilary Hahn, de 28 anos, sobe ao palco em 16 e 17 de junho, para interpretar obras de Ysaÿe, Ives, Brahms e Bartók. Já nos dias 03 e 04 de julho, o Emerson String Quartet mostra em dois programas distintos – com obras de Schubert, Shostakovich e Haydn, entre outros – o reconhecido domínio técnico que, ao longo de 32 anos, proporcionou ao grupo trinta gravações pelo selo Deustche Gramophon e premiações como oito Grammys, três Gramophone Awards e o Prêmio Avery Fisher. As trajetórias consagradas da Filarmônica de Israel e de seu diretor artístico, o maestro indiano Zubin Mehta, fazem escala na Sala São Paulo nos dias 10 e 11 de agosto. A orquestra, que em seu concerto de estréia foi conduzida por Arturo Toscanini e, desde então, teve à sua frente nomes como Leonard Bernstein e Kurt Masur, apresentará a Sexta e a Sétima sinfonias de Beethoven, no dia 10; e três composições de Strauss: Don Juan, Till Eulenspiegel e Uma Vida de Herói, no dia 11. Juntos desde 2006, a Camerata Salzburg e o violinista grego Leonidas Kavakos, que então se tornou seu diretor musical, apresentam-se em 29 e 30 de agosto. Ao ocupar um posto que já foi de Sándor Végh e Sir Roger Norrington, Kavakos trouxe à sonoridade singular do ensemble austríaco seu estilo virtuoso como solista. Com um Stradivarius “Falmouth” de 1962 em punho, o violinista estabeleceu-se como excepcional músico de câmara e colabora freqüentemente com nomes como Natalia Gutman e Lars Vogt. A técnica privilegiada da contralto francesa Nathalie Stutzmann e a performance instintiva da pianista sueca Iger Södergren encontram-se nos dias 21 e 22 de setembro. As duas apresentam-se juntas desde 1994, realizando inúmeros recitais e gravações, como Lieder, de Schumann (premiada pela Academia Japonesa do Disco) e Schwanengesang, de Schubert, obra escolhida para os concertos em São Paulo. Para os concertos de 20 e 21 de outubro, o pianista russo Arcadi Volodos traz a musicalidade e precisão aclamadas pela crítica desde seu primeiro álbum, premiado com o Gramophone Editor´s Choice, em 1997. Hoje, aos 36 anos, Volodos já acumula apresentações com as Filarmônicas de Berlim, Londres e Nova York e as sinfônicas de São Francisco e Roterdã. O encerramento da Temporada se dará com a Orquestra da Wiener Akademie, sob a batuta de seu fundador, o maestro austríaco Martin Haselböck. Desde 1991 a Academia tem sua própria série de concertos no Musikverein de Viena, onde apresenta um repertório que vai do barroco ao romantismo, passando também por raridades de compositores como Fux, Porpora e Mozart. O grupo interpretará a Missa em Sol Maior, de Schubert e Stabat Mater, de Haydn, com a participação do Chorus Sine Nomine, também da Áustria. SOCIEDADE DE CULTURA ARTÍSTICA - 97 ANOS Fundada em 1912 por um grupo de poetas, jornalistas, músicos, advogados, professores, engenheiros, comerciantes e empresários, a Sociedade de Cultura Artística surgiu para incentivar o desenvolvimento cultural da cidade, à época, no auge de seu primeiro período de industrialização. No início, predominou a presença de escritores e intelectuais da época, como Afonso Arinos, Alfredo Pujol, Graça Aranha, Olavo Bilac, Martins Fontes, Coelho Neto e outros. Mais tarde, a música foi preponderante, com Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Bidu Sayão, Magda Tagliaferro e Francisco Mignone, entre centenas de intérpretes, regentes, compositores e formações orquestrais.
Para suprir a carência que então se verificava no segmento das artes cênicas, a Sociedade também atuou em iniciativas que contribuíram decisivamente com o crescimento do teatro paulista. A partir de 1950, com a inauguração do Teatro Cultura Artística, passou a receber espetáculos consagrados nacional e internacionalmente, além de praticamente todos os grandes atores e diretores do teatro brasileiro. Também sediou eventos memoráveis, como a conferência do filósofo francês Jean-Paul Sartre e uma apresentação da cantora Edith Piaf.
Em agosto de 2008, um incêndio destruiu as dependências do Teatro Cultura Artística e mobilizou a sociedade paulistana, a classe artística e empresários em prol de sua reconstrução. Três meses depois, o projeto para que o teatro fosse reerguido no mesmo local foi aprovado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histório de São Paulo (Conpresp).
O novo projeto, assinado pelo arquiteto Paulo Bruna, preservará o mosaico de Di Cavalcanti da fachada original e parte dos foyers. Terá uma sala única, que poderá receber espetáculos de dança, música e teatro, além de estacionamento subterrâneo e andares superiores para construção de camarins, salas de ensaio e escritórios. A previsão da Sociedade de Cultura Artística é que o novo teatro seja inaugurado em 2012, ano de seu centenário.
Ingressos Saiba mais no 11 3258-3344 ou no site www.culturaartistica.com.br
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