Confira as Matérias
 
UNESP
 
Matéria
 
Nova unidade da Unesp:

Um oásis em plena Barra Funda

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) inaugurou no dia 12 de janeiro seu mais novo campus, na Barra Funda. O prédio abrigará os institutos de física teórica e artes que antes funcionavam nos bairros da Bela Vista e Ipiranga.
O investimento para a construção foi de R$ 18 milhões. O prédio possui três blocos, um para cada instituto e um terceiro com refeitório, lanchonete e diretório acadêmico. A unidade contará com diversos laboratórios, biblioteca, e salas de videoconferência.
A entrega oficial do campus ainda não tem data escolhida, mas os estudantes da Unesp já poderão aproveitar a nova estrutura em março, quando as aulas começam.

Embora a construção do prédio tenha levado um total de dois anos, a inauguração da Unesp encerra uma história de 14 anos – desde a data da compra do terreno até o dia 12 de janeiro. De acordo com Marcos Pupo Nogueira, diretor do Instituto de Artes da Unesp, o crescimento da universidade foi marcante nas últimas décadas. Mas ele também trouxe problemas.
“No início em 1976, a Unesp recebia uma média de 80 alunos. Hoje, são cerca de 750 alunos que estudam no campus do Ipiranga e a universidade se encontrava com dificuldades estruturais. Em alguns casos os alunos tinham que sair de um bloco para ir a outro, somente para assistir a alguma determinada aula... sem falar que as condições técnicas das aulas eram precárias, faltando equipamentos e espaço”, disse ele.

A aquisição da área onde foi construído o novo campus mostra o olhar empreendedor da universidade. Quando o terreno foi comprado, há 14 anos, a Unesp já planejava a construção de um novo campus em local estratégico e blocos planejados. “A nova unidade fica ao lado da estação Barra Funda. Isso significa que o aluno tem várias opções de transporte: ônibus urbano e rodoviário, metrô e trem”, destacou o professor-doutor Pupo.
Com 24 mil metros quadrados de área, sendo 14,3 mil metros quadrados de área construída, o espaço conta com 900 metros quadrados de áreas vedadas térmica e acústicamente. O auditório atual possui 300 lugares e um fosso para orquestra, ideal para apresentações de balé e óperas. Nas paredes e no teto, há placas acústicas e painéis absorvedores, que influenciarão positivamente na acústica do auditório.

O espaço conta com 37 estúdios para ensaios. “O número ajuda a solucionar, em boa parte, o problema de contigente de alunos que demoravam vários dias para conseguir ensaiar na Unidade do Ipiranga”, esclareceu Pupo.
Nas salas de ensaio a vedação é total e, mesmo sendo geminadas, garantem exclusividade e tranquilidade aos estudantes de música.
Além das salas de aula, para os alunos dos cursos de música, artes cênicas e artes visuais são oferecidos laboratórios de percussão, cerâmica, som, luz e fotografia, salas para coral, orquestra, estudo de instrumento, ensaio de teatro e expressão corporal, além de ateliês de pintura, gravura, costura, cenografia, galeria de exposição, auditório de artes cênicas, auditório de música, camarim, laboratório de bonecas, laboratório de maquiagem, oficina de canto e oficina de vídeo.
A estrutura do bloco 1 contará ainda com biblioteca, salas de videoconferência, área dos departamentos de graduação e pós-graduação, laboratórios de informática e salas da administração, diretoria, congregação, finanças, serviço técnico de informática e apoio.

O bloco 2, do IFT, abrigará a estrutura do GridUnesp, que permitirá a grupos de pesquisa da universidade o acesso aos mais elevados níveis de capacidade de processamento e armazenamento de dados em física de partículas, genética, meteorologia, medicina e outras áreas de investigação científica.
Nos demais andares estarão salas de aula, salas de docentes, biblioteca, auditório, sala de trabalho e pesquisa para alunos, sala da administração e laboratório de informática. Na área externa ao bloco 1 há ainda um galpão de serralheria e um de marcenaria destinados aos alunos do Instituto de Artes.

 

Publicidade