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Grupos empregarão

Perto de 200 instrumentistas e atores Os grupos artístico-pedagógicos do Conservatório de Tatuí empregarão, neste ano de 2009, dezenas de músicos (incluindo regentes e coordenadores) e atores. O número foi determinado a partir de reestruturação que, entre outras alterações, aumentou o número de grupos estáveis de cinco para onze.
À Orquestra de Sopros Brasileira, Orquestra Sinfônica Paulista, Big Band SamJazz, Coral Da Boca Pra Fora e Grupo de Choro Quebrando Galho, que já eram reconhecidos como grupos artístico-pedagógicos, somaram-se o Grupo Percussionista de Câmara, a Camerata Octopus de Violões, o Grupo de Música Antiga, o Grupo de Pianistas Correpetidores, a Cambanda Jazz Combo e o Grupo de Teatro Urdimento.
“Serão contratados, ao todo, 190 músicos com cargas horárias distintas, estabelecidas em seis e nove horas semanais”, iniciou Erik Heimann Pais. “O orçamento prevê, ainda, atendimento a alunos. Os grupos têm entre 25% e 54% de participação de alunos. Esses bolsistas terão uma vivência profissional antes de ingressar no mercado de trabalho”, esclareceu.
A participação de alunos nos grupos pedagógicos ocorreu a partir da implantação do novo edital de concessão de bolsas de estudos. No novo processo, aproveitaram-se os grupos que já possuíam profissionais, revitalizaram-se grupos que estavam extintos e criaram-se novos grupos para que alunos de qualquer área da escola tivessem acesso à oportunidade de atuar junto a profissionais. São, ao todo, 97 bolsistas beneficiados. A Orquestra Sinfônica Paulista tem a participação de 24 estudantes; a Orquestra de Sopros Brasileira, 22; o Coral Da Boca Pra Fora tem a participação de 16 alunos; a Big Band SamJazz, de cinco; o Grupo de Choro Quebrando Galho recebe três estudantes; a Cambanda, quatro, mesmo número da Camerata Octopus de Violão. O Grupo Percussionista de Câmara recebe cinco bolsistas; o Grupo de Teatro Urdimento terá três, enquanto o Grupo de Música Antiga recebe cinco e o Grupo de Pianistas Correpetidores, seis.
A contratação dos músicos e atores ocorrerá por meio de processo seletivo no mês de janeiro – as informações serão disponibilizadas no site www.conservatoriodetatui.org.br. A mudança de filosofia dos grupos do Conservatório de Tatuí é uma iniciativa importante no fomento do mercado de trabalho para músicos e atores na região. “Sem essa possibilidade seriam 200 pessoas que teriam que deixar o município para trabalhar”, afirmou Heimann Pais. “Além disso, a nova estrutura dos grupos consolida a filosofia de sua existência dentro da instituição, que é a de difundir a escola e a arte, servindo como ferramenta de formação no país.” Além desses 11 grupos artístico-pedagógicos, o Conservatório de Tatuí contará com dezenas de grupos pedagógicos. “Cara área da escola terá, no mínimo, um grupo pedagógico. Algumas áreas, número bem maior. Os grupos pedagógicos estarão inseridos dentro da grade curricular como matéria obrigatória e servirão de estímulo e experiência aos alunos que, no futuro, pretenderem pleitear uma bolsa de estudos”, disse Heimann Pais. O Conservatório Fundado em 11 de agosto de 1954, o Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí representa uma das mais sérias e bem sucedidas ações no setor cultural no Estado de São Paulo. A excelência de seu ensino tem reconhecimento internacional, tanto que a escola localizada a 130km da Capital concentra estudantes de São Paulo, de outros 20 Estados brasileiros e, ainda, de países da América Latina e Estados Unidos. Além de oferecer excelência em ensino, o Conservatório de Tatuí notabiliza-se ao concentrar diferentes cursos instrumentais, de canto, luteria e artes cênicas. Todos são oferecidos de forma gratuita.
Gestão O Conservatório de Tatuí é administrado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí, uma das Organizações Sociais parceiras da Secretaria de Estado da Cultura na gestão de espaços culturais. O novo modelo de gestão em parceria com Organizações Sociais tem foco na busca por transparência e ênfase nos desempenhos e resultados, ampliando o diálogo entre a sociedade, o poder público e o setor privado. A avaliação constante e diversificada que é feita pela própria Secretaria de Cultura, pela Secretaria de Fazenda, pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público contribui para fortalecer os princípios que regem essa parceria: economicidade, agilidade e transparência (menos burocrático e mais eficaz) e amplo retorno sócio-cultural (para um público maior e com mais qualidade).
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