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Yuri Tachibana

Emociona platéia
Com órgão Roland, instrumentista japonesa destaca-se no ‘Copa Airlines’

A organista japonesa Yuri Tachibana emocionou a platéia que lotou o teatro “Copa Airlines” na noite de 19 de novembro. O concerto contou com apresentações de obras como “Ave Maria”, “Garota de Ipanema”, “Take Five”, além de canções tradicionais de seu país. Em cada música, Yuri demonstrou um domínio ímpar sobre os recursos do órgão Roland da linha Atelier.
O concerto marcou as comemorações do centenário da imigração japonesa. Yuri Tachibana é aclamada no mundo inteiro e sua presença no Brasil proporcionou um intercâmbio cultural entre as duas nações e, acima de tudo, promoveu um maior conhecimento em relação ao instrumento.
O órgão utilizado por Yuri foi o AT-900C - um dos modelos da linha Atelier juntamente com AT-900, AT-800, AT-500, AT-300 e AT-100. A artista começou a tocar piano com apenas três anos. No entanto, trocou de instrumento após ganhar um órgão em uma competição do colégio. Durante sua carreira, lançou quatro discos, sendo dois pela Columbia Records e os outros pela King Records Japan.
Outra curiosidade do concerto foi sua apresentação em diferentes ângulos. Três câmeras (2 laterais e uma acima) possibilitavam que o público checasse a habilidade e a técnica de Yuri em diversas perspectivas.
Um momento inesquecível promovido pela Roland no Brasil.

FS - Como foi sua evolução como organista?
Yuri - Meu avô era violinista, mas tocava apenas como hobby. Assim, como meu pai, que era pianista amador. Sempre estive envolvida no mundo da música. Por isso, nunca tive a intenção de ser uma profissional. A carreira surgiu naturalmente.

FS - Você começou a tocar piano com apenas três anos e, depois, mudou para o órgão. Como foi essa transição?
Yuri - Não parei de tocar piano. Apenas estudei os dois instrumentos ao mesmo tempo. Profissionalmente, porém, costumo me apresentar como organista.

FS - Quais são suas principais influências?
Yuri - São muitas! No piano, com certeza, é Chopin. Já para o órgão, como é um instrumento mais utilizado por orquestras, não gostaria de citar um nome especificamente. Digo, apenas, que represento a música como se fosse o maestro.

FS - Como vê o músico brasileiro no cenário internacional?
Yuri - A música brasileira é excelente. Tanto que influenciou outras culturas ao redor do globo. E me espelhei muito em Walter Wanderlei, um artista muito bom.

FS - Houve alguma situação difícil em que você se saiu bem com um improviso?
Yuri - Graças a Deus, isso nunca aconteceu. Treino e estudo muito para evitar que situações como essa venham a ocorrer. O órgão é um instrumento muito completo e, conseqüentemente, complexo. Os fatores primordiais são o arranjo e o bom uso do equipamento. Por isso, considero o improviso algo muito difícil de fazer. Costumo focar muito no treino e na experiência e, assim, consigo executar uma música.

FS - De que maneira os órgãos da linha Atelier Roland influenciam em sua maneira de tocar?
Yuri - Atualmente, os órgãos estão cada vez mais evoluídos e, conseqüentemente, os músicos também se desenvolvem juntamente com essa nova geração de instrumentos.

FS - Como você avalia os recursos dos órgãos Atelier Roland em relação à outras marcas do mercado?
Yuri - Conheço órgãos de todas as partes do mundo e, com isso, posso garantir que nenhum apresenta uma sonoridade tão boa quanto os modelos da Roland. Por isso, costumo deixar bem claro que utilizo os instrumentos Atelier com muito orgulho.

FS - Qual sua recomendação para o aprimoramento dos organistas estudantes e profissionais?
Yuri - Minhas principais recomendações são: ampliem seus conhecimentos, aprendam música de todas as partes do mundo e assimilem o máximo que puderem de outras culturas. Seguindo esses passos, será bem mais fácil se tornar um organista.

Realização Roland

 

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