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Feira de Música na Alemanha, entrevista e 28 fotos

Musikmesse 2010 recebe mais de 79 mil visitantes de 119 países e celebra aumento da internacionalidade
Veja 28 fotos da Musikmesse 2010 no Orkut da Folha Sinfônica Revista Musical http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?uid=12328836928611120359&rl=mo
A Feira de Música “Musikmesse”, em Frankfurt, Alemanha – realizada de 24 a 27 de março – representou um bom começo para a temporada de novos negócios para o setor de instrumentos musicais. Durante quatro dias, a Feira de Frankfurt e Centro de Exposições foi transformada em um gigantesco show da música, um verdadeiro entretenimento em um dos maiores eventos da Alemanha. “Musikmesse” é o mais importante termômetro do setor musical e um indicador do clima predominante por lá. O alto grau de satisfação dos expositores na feira sinaliza para uma visão otimista do exercício seguinte. Na Musikmesse 2010, foram contabilizados 79.069 visitantes, colocados diante de uma enorme variedade de mais de 30 mil instrumentos musicais. Ao todo, foram cerca de 1.000 eventos e shows. Os 1.510 expositores apresentaram os mais atualizados instrumentos musicais e acessórios, partituras e literatura especializada, marketing de serviços e equipamentos. A maioria dos visitantes ficou mais do que satisfeitos com o resultado da feira, bem como a gama de produtos, serviços e eventos que puderam ser vistos por lá. "Graças a um aumento no número de visitantes, especialmente de outros países, a ‘Musikmesse’ foi capaz de consolidar sua posição como a feira líder do setor de instrumento musical", disse Detlef Braun, membro do Conselho de Administração da Messe Frankfurt. Dentre os 79.069 visitantes da Musikmesse 2010, 33% (ou 25.662) vieram de fora da Alemanha. Depois da Alemanha (53.407), vieram 2439 da França, 1933 da Itália, 1591 da Suíça, 1429 da Bélgica, 1428 da Grã-Bretanha, 1320 da Áustria, 1044 da Suécia, 866 da Espanha e 784 da Polônia. A maioria dos visitantes não-europeus vieram da Federação Russa (628), Coréia do Sul (543), Estados Unidos (463), Japão (349), China (322), Brasil (292) e Austrália (212).
Visitante brasileiro
Um dos visitantes brasileiros foi Renato Farias, entrevistado pela Folha Sinfônica. Empresário da área musical, visitou a feira, trazendo experiência e grandes novidades para seus negócios, além da satisfação pessoal. Em entrevista exclusiva à Folha Sinfônica, Renato fala do sucesso da viagem e das novas diretrizes que um evento desta magnitude pode trazer de bom para os futuros negócios no Brasil.
Folha Sinfônica - Sabemos que o Brasil também possui um mercado bastante crescente, mas carece muito em reconhecimento e apoio das classes sociais e políticas. Talvez isto deixe o mercado de negócios um pouco fragmentado. Quais foram seus objetivos nesta viagem e agora com sua experiência de empresário do setor e visitante da Feira Internacional na Alemanha, como avalia o mercado brasileiro da música comparado ao europeu? Renato - Meu objetivo ao visitar a Musikmesse foi o de conhecer o mercado internacional, conhecer novos produtores e fornecedores. Em relação ao mercado brasileiro, percebo que ele cresce e tem muito a crescer, porém a Europa está muito à frente. Na minha opinião, a questão é cultural. Por exemplo: na Musikmesse havia um pavilhão inteiro só de edições de cultura, ensino e editorial musical. Existem instrumentos musicais que o Brasil não conhece e provavelmente não conhecerá.
FS - Qual sua visão de mercado em relação a outras marcas de instrumentos musicais que ainda não são exploradas no Brasil? Renato - Os fabricantes e exportadores estrangeiros vêem grande potencial no Brasil, porém existe uma preocupação dos importadores no que diz respeito à demanda. Entendo que não é apenas trazer mais uma marca para o Brasil – tem que fazer um trabalho.
FS - Fale um pouco sobre novidades e instrumentos apresentados na Musikmesse 2010. Renato - Foram muitas novidades, muitos instrumentos! Entre os mais curiosos está um teclado tendo metade das teclas de piano e metade botões de baixo de acordeon... Também havia um instrumento metade violino, metade trompete. Outra coisa que me chamou a atenção, por exemplo, é que a Yamaha (Sopros) tem uma linha exclusiva de instrumentos para a Europa.
FS - E em relação a máquinas e ferramentas para lutheria? Renato - Tudo de bom. Ferramentas com tecnologia de ponta, matéria-prima e acesso aos melhores produtos.
FS - A educação e cultura também influenciam para o desenvolvimento deste mercado. O que foi exposto sobre musicalização infantil? Renato - Com toda certeza. Nos países de primeiro mundo, a educação musical faz parte da cultura e é praticada nos colégios públicos e particulares. Só para termos noção do investimento nas crianças, na Musikmesse havia um pavilhão chamado “Music Kids” só com instrumentos musicais didáticos, como uma flauta enorme de cano... tudo ensinar mesmo os caminhos da música e dos sonos. Havia, ainda, vários instrumentos de sopro, teclas, cordas e percussão para incentivar e despertar o interesse musical nas crianças.
FS - A mídia exerce um trabalho importante também. Há muito investimento em revistas e materiais impressos relacionados à música? Renato - De fato a mídia, em especial a impressa, exerce um grande trabalho de formação de opinião. Eram muitas editoras e publicações do mercado musical. Eu estive em alguns estandes de editoras para conhecer e divulgar a Folha Sinfônica. Eles acharam muito importante o trabalho da revista. Eles adquirem muito as publicações com informações de produtos e publicidade dos fornecedores e lojistas. Enfim, a Folha Sinfônica ficou conhecida em aproximadamente dez editoras.
FS - Relate alguma curiosidade sobre sua viagem. Renato - Duas coisas me marcaram. A primeira: como a Europa está na nossa frente em relação ao transporte coletivo, tecnologia, segurança... E a segunda e a mais importante: o acesso a novos produtos, tecnologias e contato com fornecedores.
FS - Quais seus projetos depois desta visão extraordinária? Renato - Continuar mantendo contato com os fornecedores estrangeiros, ajudar meus fornecedores estrangeiros, ajudar meus fornecedores/parceiros com informações e ideias para melhorar os produtores atuais e, claro, quem sabe, num futuro próximo, representar uma marca aqui no Brasil.
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